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terça-feira, 13 de julho de 2010

IRÃ SUSPENDE PENA DE MORTE POR APEDREJAMENTO

MUNDO

12/07/2010
Irã suspende pena de morte por apedrejamentoAgências


A Justiça iraniana decidiu suspender, até segunda ordem, a pena de morte por apedrejamento de Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma mulher de 43 anos acusada de adultério. O anúncio foi feito ontem pela agência oficial Irna.

"O veredicto foi suspenso por motivos humanitários e por ordem do chefe da autoridade judiciária e não será aplicado no momento", declarou Malek Ajdar Sharifi, encarregado da Justiça na província do Azerbaijão Oriental.

Mãe de dois filhos, Sakineh recebeu 99 chicotadas após ter sido considerada culpada, em maio de 2006, de ter uma "relação ilícita" com dois homens. Depois, ela foi declarada culpada de "adultério estando casada", crime que sempre negou, e condenada à morte por apedrejamento.

Mobilização

O anúncio de que a aplicação da pena "poderia ser em breve" despertou uma grande mobilização internacional, e países como França, Estados Unidos, Inglaterra e Chile expressaram suas críticas à decisão de Teerã.

Dezenas de celebridades dos mundos político e cultural, como o brasileiro Chico Buarque e a viúva de John Lennon, Yoko Ono, assinaram uma carta aberta contra o apedrejamento até a morte de Sakineh.

O texto da carta, disponível no site Save Sakineh (Salve Sakineh), pede a eliminação da prática de apedrejamento no Irã, "que viola toda e qualquer definição de direitos humanos". O documento já foi assinado por 45.230 pessoas, incluindo ainda os cantores Peter Gabriel, Sting, Annie Lennox e o brasileiro Caetano Veloso, além dos atores Colin Firth, Emma Thompson, Robert Redford, Juliette Binoche e Robert de Niro.

O romancista indiano Salman Rushdie e a ex-secretária de Estado americana Condoleezza Rice também estão na lista. "O apedrejamento é bárbaro e precisa parar", afirma nota do site.

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